sábado, 24 de setembro de 2011

Capítulo 2

Faltando alguns dias para o primeiro de dia de aula decidi matar tempo andando pelo shopping – um hábito que adquiri da Camila, ela a-d-o-r-a ficar andando pelo shopping (a única diferença é que ela faz isso para ficar apreciando a beleza dos garotos que passam por ela).
Estava procurando por um vestido para “a festa do ano” que aconteceria dentro de umas duas semanas. Era a festa da Vanessa, uma menina metida à besta, que apenas me convidou depois que Camila, que é amida dela (Camila é aquele tipo de pessoa que tem amizade com todo mundo, é muito sociável e, consequentemente, muito popular), insistiu para que ela me convidasse, caso contrário ela também não iria a festa.
Então a Vanessa acabou me convidando por livre e espontânea pressão.
É claro que eu bati o pé e disse para Camila que a Vanessa não era obrigada a convidar quem ela não quisesse, mas a minha amiga além de sociável, é também cabeça dura e ficou irredutível.
Então aqui estou eu, escolhendo um vestido para a bendita festa.
Sinceramente não faço à mínima ideia do que comprar. Segundo minha mãe eu nem precisava sair para comprar roupa, pois eu tenho roupas suficientes para ir a umas trocentas festas sem repetir de roupa, mas não é essa a questão... Eu preciso de uma roupa que me deixe linda, esbelta e atraente (Algo muito além do que minhas roupas poderiam fazer).
E se eu tiver mesmo que ir a essa festa, eu vou fazer valer a pena. TENHO que arrasar, deixar de ser a menina ingênua, calma e “paz e amor”.
Essa festa era quase uma tradição de volta as aulas no meu colégio, e como era o último ano iria ser também a mais importante. Eu agradeço internamente por Camila conseguir convencer a Vanessa a me convidar, porque caso contrário essa seria minha morte social.
Eu realmente espero que tudo aconteça bem nessa festa e que Vanessa não resolva me enxotar de lá aos socos e pontapés, seria minha decadência (e eu faria de tudo para que fosse a dela também).



Pode até parecer estranho, para uma garota adolescente, mas já estava ficando cansada e entediada em meio todas aquelas vitrines. Pouco a frente vi uma vitrine diferente, uma nova loja fora aberta no shopping, e entrei nela. Se eu não encontrasse o vestido perfeito ali, já não encontraria em nenhum lugar. Eu já tinha explorado todas as outras lojas.
Admito que aquela loja entrou para minha lista vip. Nunca vi tanto vestido bonito junto, restava saber qual era o perfeito.
Já tinha experimentado uns oito vestidos e estava experimentando um azul claro muito lindo, suas pequenas alças eram discretas e ele se adaptava as poucas curvas do meu corpo, porém moldando-as de um jeito que nunca vi antes. A vendedora pediu que eu abrisse a porta para pegar outro vestido e ao atendê-la bati a porta em alguém. Sai imediatamente para pedir desculpas.
- Desculpe-me
- Não tem problema.
Aquela voz me atraiu e fui obrigada a olhar diretamente para o rosto do dono daquela voz arrebatadora. Não devia ter feito isso, pois o rosto era mais arrebatador ainda. Era um garoto alto, deveria ter a minha idade e era muito bonito. Seu sorriso era encantador e seus olhos... Não há como descrevê-los, eram doces e ternos, como os de um pai quando olha para seu filho e tinham um tom de castanho exatamente do mesmo tom de mel.
Estava tão distraída, mas quando ele falou novamente despertei de meus devaneios.
- Com licença senhorita
Deixei-o passar, seguindo seus movimentos com os olhos. Fui pega de surpresa ao vê-lo virar e dizer:
- Bonito vestido, ficou muito bom em você.
- É... Obrigada.
Não me olhei no espelho para ver, mas sei que fiquei extremamente corada, senti o calor tomar conta do meu rosto. Ele foi embora, e continuei olhando. Tenho que admitir que nunca um garoto me atraíra tanto.
Acabei levando o vestido.

sábado, 10 de setembro de 2011

Capítulo 1

Eram meus últimos dias de férias e lá estava eu e minhas amigas em uma praia que mais parecia uma pintura. Minha mente oscilava entre coisas fúteis e desnecessárias – mas que para mim eram essenciais -, enquanto eu observava aquele imenso mar e olhava, sem muito interesse, as silhuetas que passavam frente a mim.
Flávia, minha melhor amiga desde os cinco anos de idade, falava sobre Caio (o que ela fazia sempre de uns tempos pra cá). Ela estava totalmente apaixonada e já começava a parecer uma daquelas damas dos livros que lemos em literatura, aquelas da época do romantismo. Damas submissas, dependentes e totalmente perdidas por um amor que só as faz sofrer (pelo menos para ela ainda não chegou a parte do sofrimento, e realmente espero que nunca chegue, mas sabe como é, né?!).
- Não exagere Flávia, ele não é tão perfeito assim – dizia Camila, minha amiga possuidora de atitude e coragem, totalmente ao contrário de mim, que sou corajosa apenas na aparência, no jeito de agir, mas por dentro sou muito sensível, e pequenas coisas me magoam com facilidade.
- Cami, não fale assim do meu Caio. Ele é totalmente perfeito. Você só está assim, por que não sai desse marasmo, sem homem. Não concorda, Júlia? Júlia acorda! Estou falando com você!
O som do meu nome afastou meus pensamentos fúteis e fez com que eu me concentrasse na conversa das duas e perceber que se eu não agisse logo começaria uma discussão.
- Ele é um bom garoto. – Mas quando vi o olhar de Flávia preferi acrescentar – Na verdade um ótimo garoto. Mas não vamos deixar que nenhum garoto por mais maravilhoso que seja interfira na nossa amizade, não é?
Eu queria que as palavras não pendessem para nenhum lado, por isso medi cada palavra com cuidado e percebi que a estratégia dera efeito, o ar não tinha mais o cheiro de discussão iminente.
Nisso eu sou ótima – não a parte da discussão iminente, e sim na parte de escolher cada palavra cuidadosamente, prevendo o efeito que podem causar nas pessoas, e querendo que esse efeito sempre seja de calma, amizade e tolerância.
Pode até parecer bobo, mas eu sei como palavras desmedidas podem machucar.
Mas não queria estragar os pensamentos de Flávia e ouvi-a continuar implicando com Camila, mas num tom mais ameno, como se fosse briga de crianças para ver quem tinha o melhor brinquedo.
Eu gostava que uma de minhas amigas estivesse apaixonada assim, mesmo que às vezes fique nojento o grude dos dois, Flávia e Caio formam um belo casal. E não é só porque uma não tem sorte no amor (Camila) e a outra nem pensa nisso (eu), que ela não pode (e deve) ser feliz.
Nunca namorei sério, nunca me apaixonei e sei que ainda não está tarde, mas realmente isso não está nos meus planos agora, acho que para namorar sério você precisa acima de tudo de querer e poder “mergulhar nesse amor de cabeça” e eu não posso fazer isso, pois ultimamente venho confiando nas pessoas cada vez menos. Fico com medo de me machucar principalmente depois de um pequeno ocorrido que aconteceu recentemente e que não gosto de falar a respeito e minhas amigas me respeitam não tocando no assunto também.
O amor nunca foi importante pra mim, mas agora, no meu ultimo ano de colégio as chances de ter meu primeiro amor antes de ir para faculdade estão acabando.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Prólogo

Sempre achei que minha vida fosse complicada, mas percebi que nunca é bom se precipitar em relação a isso. Na verdade, agora acho que eu estava sendo um tanto quanto otimista.
Na verdade não foi bem a vida que ficou complicada – porque para quem vê de fora, continua,  aparentemente, como sempre foi – na verdade o que mudou foi a minha mente que ultimamente está um caos, se é que vocês me entendem...
Se bem que, se pararmos para pensar, minha mente nunca foi assim um luxo de organização. Podemos comparar com aquele tipo de lugar que por fora parece tão organizado, mas é só abrir a porta de um armário e tudo lá dentro despenca na sua cabeça.
Bom, e para não deixar ninguém aí perdido no meio das coisas que caíram desse armário, vamos contar o que aconteceu, bem do ínicio.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O que te aguarda...

Bom, agora começa mais um blog como qualquer outro blog. Queríamos fazer uma apresentação rápida do blog para vocês... Mas como já é tarde vai ser uma apresentação do tipo "vapti vupti"
  • Duas escritoras: Sofia e Ana Cecília
  • Duas primas e amigas: uma que adora fantasia, a outra adora romance
  • Duas pessoas que querem escrever um livro: mas para sair do papel está difícil...
  • Duas aspirantes a escritoras que querem fazer sucesso (e sonham alto)
  • Duas mentes férteis: que prometem tentar ao máximo criar uma história que proporcione emoções dúbias (prevejo uma multidão correndo para os dicionários neste instante)
  • Vocês podem dar sugestões pra esse e-mail aqui: pediaumaestrela@hotmail.com
Amanhã de manhã a gente dá mais esclarecimentos...